02/07/09

Ampliando a Consciência do existir


Ampliando a Consciência do existir

Quantas vezes elevamos nosso pensamento ao alto pedindo proteção para afastar de nós uma aflição.

O espírito acompanha o pedido, que sobe, buscando forças em tal dificuldade e, de uma forma ou de outra, nosso pedido é atendido, isto é, acontece o melhor para nós; ou a aflição desaparece ou ela permanece para evitar de cairmos em futuros erros que nos levariam a cometer novos deslizes que comprometeriam nossa vida espiritual. Mas isso só mais tarde é que iríamos perceber. E isso traz amadurecimento, leva avante.

O que convém saber aqui é que, numa invocação fervorosa, é sempre a própria pessoa que movimenta a força viva para a recepção da graça e essa força se encontra no Universo a disposição de qualquer pessoa, não importando a condição social da mesma, se rica ou pobre, princesa ou plebéia.

O importante no caso, é ter conhecimento e consciência desta força que a Criação oferece ininterruptamente ao ser humano para que ele possa movimentá-la apenas para o bem. Se assim não o fizer, colocará em risco outros setores da Criação. Esta força, sendo neutra, pode ser aplicada tanto para o bem, como para o mal. Seu teor é o homem que lhe imprime e por isso, torna-se ele responsável pelo seu uso, pela finalidade que lhe der; e isso advém de seu livre arbítrio, que o Criador lhe facultou.

Lembremos aqui que até nas leis terrenas o uso da liberdade pessoal encontra limite em sua aplicação, ou seja, "nossa liberdade termina quando começa a do nosso próximo ". Ora, se isso acontece em nossas relações sociais, o que dizer, então, quando a relação humana é espiritual, portanto invisível !

É gratificante sabermos que podemos contar com essa imensa força que o Criador nos outorga e que percorre o Universo inteiro. Nós somos os seus administradores, ela, porem, não nos pertence.

É a nossa intuição, esse sentir profundo da alma, que a movimenta. Ela nos é dada pelo imenso Amor de Deus como instrumento para nossa ajuda e desenvolvimento. É preciso usá-la com muita responsabilidade só para o que nos é útil espiritualmente. É por ela que o homem tira os pés do chão e se sente pairar nas alturas como uma pluma, quando a emprega para o bem, pois ela é o suporte do espírito e sua escada de ascensão.

Usada conscientemente e com pureza, ela faz o miserável sentir-se rico.

É quando o homem então não aspira a mais nada, pois ele está preenchido da paz que lhe alimenta o espírito e o soergue.

Autora : Alzira Dionísio

20/06/09

Por ti

Por ti

Queria tanto criar algo que pudesse ajudar-te profundamente.
Algo que teu coração reconhecesse
desde o primeiro contato.

Algo que te deixasse forte para trilhar onde pensas
já não mais poder percorrer.

Algo que fosse como uma estrela
morando em teu quintal;
um fruto doce ao alcance das tuas mãos;
uma fogueira, uma lua, uma alegria, uma benção!

Tenho que crescer bastante para alcançar teu coração!

Por ti acordo todos os dias, acompanhado de uma luz.

Uma luz que movimenta meu ser em busca do conhecimento, do estado atento.

Uma luz que dissipa o velho para me dar o novo,
o frescor da manhã, do viver.

Uma luz que me ensina a cuidar de mim mesmo, a crescer, amar, estar disponível a Deus para depois poder compartilhar contigo.

Saibas que não estás só e quando eu estiver pronto,
irei ao teu encontro para te mostrar
quanto és precioso, quanto podes fazer por ti
e pelos outros que já te esperam...

O conhecimento é feito para aqueles
que acreditam que nada conhecem;
a alegria para aqueles que acreditam
não saberem ser felizes;
e o amor,
o amor é feito para lembrar aos que esqueceram
do seu propósito, que amar é o único propósito.

Estes, que de nada sabem,
são os mais importantes a serem encontrados.
Vamos trabalhar!


Estação Paz - Mensagem do Dia:
www.paz.com.br



11/06/09

MOMENTOS DE MELANCOLIA

MOMENTOS DE MELANCOLIA (08/05/2009)
Maria Christina Ferreira Gomes


A vida terrena, que preciosidade ela encerra... Momentos que nos são ofertados para uma utilização contínua, onde colocamos os marcos dos fios de nossos destinos, que seguramente nos devolverão aquilo pelo que houvermos optado, seja do bem ou do mal...

Que imensa responsabilidade isso condiciona, pois tudo esta em meio a uma movimentação ininterrupta no dar e receber, cumprindo-se nas leis da natureza. Quantas vezes nos deparamos com situações as mais diversas, que conferem ao nosso dia, tristezas melancólicas, sem atinarmos com o motivo de isso acontecer.

Porém sabemos que não existem acasos e que esses momentos de melancolia podem tornar-se o nosso maior aliado, se dermos atenção, pelo menos uma vez, ao nosso sutil sentimento intuitivo, que nos alerta para um pesquisar maior, buscando no recôndito de nosso ser, a avaliação correta dos valores que nossa estada na Terra nos proporciona.

Esse bem inestimável, a dádiva da vida terrena, é como uma escola onde aprendemos a ler e a escrever, só que com a diferença de que essa leitura é adquirida através de vivências, na observação de tudo o que nos cerca, seja de que espécie for, o que nos faz conhecer o que é certo ou errado, na transmutação dos valores.

Tudo pode se tornar útil quando se dá o devido valor na procura pelo que é certo, fazendo-nos prosseguir na busca daquilo que almejamos, no anseio verdadeiro pela Luz e a Verdade.

E a esperança renasce nos corações nesses momentos difíceis de sofrimento e melancolia, pois são graças que chegam, ajudando a libertar-se de erros cometidos.

Olhar para frente, com determinação e humildade, é a chave para um perscrutar sereno onde nossos pensamentos constituirão o elo indispensável para um aprofundamento espiritual, dando oportunidade para que nossa intuição possa ganhar a primazia.

E então, com certeza encontraremos as respostas de porque as tristezas e alegrias surgem em nossos caminhos, pois aquilo que houvermos colocado no tapete de nossos destinos, é o que receberemos na lei do retorno.

Que o colocar belezas e alegria ao nosso redor seja a meta de quem quer alcançar a verdadeira paz de espírito, e a felicidade!!!

Outono de 2009.


Citado del: http://www.library.com.br/artigosdiversos/melancolia.html




04/06/09

Cuida bem de ti

Uma mensagem compartilhada por uma pessoa muito especial, Camila Santos. Incrível como meu espírito pode sentir e entender estas palavras que seguem abaixo...


Cuida bem de ti

Há que ter confiança naquilo que vives, confia na intuição que o teu ser manifesta, acredita no potencial, na semente que vive em teu coração e dela faz nascer flores de sabedoria.


Por vezes deixas de viver tantas coisas pelo simples fato de acreditares que não és capaz de transformar a tua conduta, os teus sentimentos, a tua abertura para com a vida e assim, as infinitas possibilidades que te são dadas não podem alcançar o teu coração.


Tua capacidade provém da tua fé, por isso deixa brotar no teu solo aquilo que desejas viver e rega com a tua dedicação, com a tua alegria, com a tua determinação e não tardará o momento onde poderás ver o que a vida reserva para ti.

Sê atento para contigo e verás que, dia a dia, as oportunidades virão e com elas o aprendizado que necessitas viver, há que ter gentileza para com as coisa do teu coração, há que ter tamanha compaixão e dar-te o perdão momento a momento.


É de vital importância lembrar-te quão precioso és.


Portanto, cuida bem de ti para que o teu ser possa se manifestar com toda a sua luminosidade.


Lembra que ao acender uma vela iluminas não só a tua casa mas o caminho daquele que está por vir.

(Desconheço o autor).





25/05/09

Reflexão sobre a idéia demoníaca do suícidio.





Se não eu por mim, quem por mim ?

Se eu for só por mim, quem sou eu ?

Se não for agora, quando ?

Rabino Hillel, Talmud


Um pequeno comentário:

Pois para mim, a vida é nosso maior bem. Seja o que acontecer, nós damos as causas e condições, e temos que às vezes fazer heroísmos para suplantar os efeitos de retorno ou das adversidades que surgem lá onde somos imaturos... Eu fiz um contrato com a existência: sou responsável pela minha vida!

Aqueles que beiraram a morte na demoníaca intenção de um suicídio, deveriam agradecer aos Céus que através do amargo entraram em contato com a realidade de seu ser, e assim podem colocar mãos a obra e se empenhar em suplantar as falhas; preencher o vazio que habita em cada um...

Quantos que dormem na limitação da própria arrogância? E não acordam? Então os abalos o farão.

É isto!

Brunnus Reqqiem




09/05/09

Pequeno ensaio sobre mães e filhos

Pequeno ensaio sobre mães e filhos: transcendendo o fatalismo da morte


Ser mãe é uma relação existencial entre ela e um ser que não é seu, um ser tão somente daquele ser. Ser mãe é ser anfitriã: permite de suas entranhas o desenvolvimento de um novo corpo que servirá de instrumentum para o seu hóspede viver neste mundo. Ela cuida, alimenta, ampara, educa este utensílio até que a pessoa espiritual por si só esteja madura e autônoma, e o desenvolvimento do corpo mostra tal época. Assim o que quer que seja dado pelos pais é um presente.

Se uma mãe não foi fonte de inspiração e respeito aos filhos, ou qualquer motivo que fizera algum filho ou filha estar ligado com o pai, avós paternos ou maternos, ou algum parente e menos com a mãe; um fato é incondicional em si mesmo: o ensejo de renascer neste mundo foi doado. No mais, somos seres distintos, entes espirituais autônomos. São falsas pressuposições aquelas de deveres dos pais em relação aos filhos.  

Nesta relação existencial podem-se firmar laços grandiosos de amor e sentimentos de consideração entre aquele ser que ela cuidou nos dias de sua vida. O vínculo terreno fica sobrepujado por um elo que se liga alma com alma, e da relação entre mãe e filho(a) desabrocha uma profunda amizade.

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Aqueles que amam profundamente alguém ido – por exemplo, a mãe, assim como aqueles que conheceram uma pessoa querida pela internet e são capazes de sentir o íntimo da pessoa amada mesmo a distâncias geográficas, reconhecem inabalavelmente uma certeza: a pureza e a profundidade de nossos sentimentos transcendem espaço e tempo, e a proximidade física. E com clareza intuem: ‘quantos estão perto fisicamente, mas distantes no coração?’.

Assim como o exposto acima, nem o sofrimento, nem o desespero e a subumanidade fizeram com que o psicoterapeuta Viktor Frankl, que vivenciou pessoalmente a situação reinante num campo de concentração, sentindo nua e cruamente a radical insignificância a que se reduz o valor da vida humana, deixasse que o amor se revelasse para ele como o bem último e supremo do existir. É nestas vivas linhas que ele expressa o seu amor pela esposa: “Naquele momento, fico sabendo que o amor pouco tem a ver com a existência física de uma pessoa. Ele está ligado a tal ponto à essência espiritual da pessoa amada, a seu ‘ser assim’ (nas palavras dos filósofos), que a sua ‘presença’ e seu ‘estar-aqui-comigo’ podem ser reais sem sua existência física em si e independentemente de seu estar com vida. Eu não sabia, nem poderia ou precisaria saber, se a pessoa amada estava viva. Durante todo o período do campo de concentração não se podia escrever nem receber cartas. Mas isso, naquele momento, de certa forma não tinha importância. As circunstâncias externas não conseguiam mais interferir no meu amor, na minha lembrança e contemplação amorosa da imagem espiritual da pessoa amada. Se naquela ocasião tivesse sabido: minha esposa está morta – acho que esse conhecimento não teria perturbado meu enlevo interior naquela contemplação amorosa. O diálogo espiritual teria sido igualmente intenso e gratificante. Naquele momento, apercebo-me da verdade: ‘Põe-me como selo sobre o teu coração (...) porque o amor é forte como a morte’ (Cantares 8,6)”.

Realizam-se heroísmos interiores para suplantar a saudade por uma pessoa querida, seja a saudade causada por um motivo fatalista (alguém que já morreu) ou pela distância que os separam. E mesmo que as duas causas mencionadas anteriormente – a morte e a distância geográfica – sejam obstáculos para a proximidade, mas nunca são para a expressão dos sentimentos mais sublimes por alguém!

Nestas condições de privação e impulsionado pelo sentido do amor, o ser humano mostra sua capacidade de transcender estes condicionamentos: a força interior que o perpassa, o sentimento intuitivo de pureza por ansiar algo grande pela pessoa querida, proporciona-o capacidade de realizar atos de vontade grandiosos e expressar genuinamente seus sentimentos. Aquele que dá algo também recebe, e aqui a lei da compensação cumpre sua finalidade irretorquível: a pessoa que se esforça em ser sincera e pura nas suas expressões para o ser amado, também perfuma seu ser com pureza e sinceridade! Do mesmo modo como para as rosas, nos versos de Judith Junqueira Vilella, os mesmos fatos se dão com o que discorremos acima: Fica sempre/Um pouco de perfume/Nas mãos que oferecem rosas/Nas mãos que sabem ser generosas. /Dar do pouco que se tem/Ao que tem menos ainda/Enriquece o doador/Faz sua alma ainda mais linda. /Dar ao próximo alegria/Parece coisa tão singela/Aos olhos de Deus porém/É das artes a mais bela./Fica sempre,/Um pouco de perfume/Nas mãos que oferecem rosas/Nas mãos que sabem ser generosas.

Se há uma forma eminente de mostrar nossa total consideração por alguém que partiu, e especificamente por uma mãe que nos imprimiu tantos ensinamentos sobre o comportamento e a vida, enfim, dentro da sabedoria que ela podia proporcionar com suas palavras e com seu exemplo de conduta, é evocar em nosso modo de ser estes valores ensinados. Tornar-se-ão partes adstritas de nosso espírito.

Aquilo que somos é o primordial para nossa real condição humana, todo o restante é aspecto acessório, secundário, está entregue ao efêmero, enquanto os valores do ser são dotes do espírito. Só o espírito, o eu genuíno do ser humano, é eterno, assim, somente valores eternos tem valor para ele. Desta forma é genuinamente realizado o filho ou filha que recebeu como herança materna os valores do ser, pois ele vai “estar sendo” estes princípios no mais profundo de seu íntimo, até depois da morte, enquanto a herança material, pensões, bens, servem apenas passageiramente.

E não apenas corporificar os ensinamentos recebidos, mas enobrecê-los através do anseio por saber espiritual. Evoco a aspiração ao enobrecimento, porquanto além de por si só ser um embelezamento a estes princípios maternos, com a aspiração pelas coisas eternas e espirituais podemos dar formas mais puras e amplas ao que nos foi legado. Esta dedicação é a prova mais real e existencial da valorização daquilo que uma mãe presenteou.

Resta-nos assim, a abordagem de outro aspecto. Mesmo que a mãe não se encontre mais presente, tendo partido cedo do convívio, e há tempos atrás estavam em todos os lugares, e as vivas recordações trazem aqueles fatos mais simples e cotidianos que queimam na memória: no sofá da sala vendo TV, na varanda cuidando das flores com toda a dedicação, e que as conversas, os sorrisos e as canções cantadas eram as mais especiais; um fato é irretorquível: ela não se encontra encerrada entre as pedras, e nem se extinguiu com a decomposição do corpo como uma chama a um sopro fatal, seu eu espiritual vive!

A morte não é a dissolução de tudo. Há um diálogo de Sócrates, onde o filósofo mostra com toda a singeleza o fenômeno da morte: “Nada mais do que a separação da alma e do corpo, não é? Estar morto consiste nisto: apartado da alma e separado dela, o corpo isolado em si mesmo; a alma, por sua vez, apartada do corpo e separada dele, isolada em si mesma. A morte é apenas isso? — Sim, consiste justamente nisso”.

É, consiste justamente nisso. O corpo ocasional se esvai, e a alma continua sua vida no Além. A um ser querido que não esteja mais entre nós, desejemos que encontre par e passo novos reconhecimentos, a superação dos erros, e com a alma leve, possa transcender os patamares até chegar ao ápice: o Mundo Espiritual.





Brunnus Reqqiem


18/04/09

Jeito de Mato

Jeito de Mato

Almir Sater

Composição: Paula Fernandes/ Maurício Santini

De onde é que vem esses olhos tão tristes? Vem da campina onde o sol se deita. Do regalo de terra que teu dorso ajeita. E dorme serena, no sereno e sonha. De onde é que salta essa voz tão risonha? Da chuva que teima, mas o céu rejeita. Do mato, do medo, da perda tristonha. Mas, que o sol resgata, arde e deleita. Há uma estrada de pedra que passa na fazenda. É teu destino, é tua senda.onde nasce com as canções. As tempestades do tempo que marcam tua história, Fogo que queima na memória e acende os corações. Sim, dos teus pés na terra nascem flores. A tua voz macia aplaca as dores E espalha cores vivas pelo ar. Sim, dos teus olhos saem cachoeiras. Sete lagoas, mel e brincadeiras. Espumas, ondas, águas do teu mar...