O eterno decreto de Deus
Todas as desventuras que acontecem ao homem são denominadas de destino e freqüentemente consideradas um poder superior que rege a vida humana.
Mas na realidade são os próprios homens que formam o seu destino ou karma que, dependendo de suas livres resoluções, será bom ou mau, em rigorosa conseqüência da Lei, através da qual o homem colherá multiplicado aquilo que semeou, mesmo se for numa vida terrena ulterior. A cada instante o homem oferece motivos para futuras conseqüências do destino, e a cada momento ele é envolvido pela retroatividade de decisões anteriores da vida atual ou de vidas terrenas passadas.
Dessa maneira, os homens terrenos atuais são responsabilizados por aquilo que fizeram e pensaram numa vida terrena anterior. E indiferente se o querer não teve destino ou se foi dirigido a certas pessoas. Isso deveria servir como advertência para sermos mais cautelosos, aumentando a nossa responsabilidade, a fim de que futuramente as más reações não venham a ter mais possibilidade de existir, tanto na Terra como no Além, são elas que escurecem a nossa vida, tornando-a dolorosa.
Por isso, cada um que for atingido por “golpes do destino” mais ou menos duros, reflita que o autor principal foi ele e não outra pessoa qualquer.
Talvez ele tenha prejudicado algum semelhante que sofreu inocentemente através disso.
De alguma maneira, as Leis da Criação sempre oferecem uma compensação para o sofredor inocente de uma ou de outra maneira, contanto que ele perdoe ao malfeitor. No entanto fios escuros do karma se prendem ao culpado no momento da ação, e voltarão irremediavelmente como frutos de sua vontade. Esta é a “culpa” que ele mesmo se infligiu. Na realidade, trata-se da justa compensação de sua vontade maléfica, a verdadeira “penitência”.
Sob esse ponto de vista, a doutrina da “predestinação” deverá ser considerada sob outro aspecto. Segundo a mesma, pela decisão de Deus, já foi predestinado desde a eternidade qual dos homens será recebido na eterna bem-aventurança e qual sofrerá a condenação eterna. Isso dá a impressão de que um certo número de pessoas poderá atingir a felicidade eterna e outro a condenação eterna desde o início.
Ao invés disso, temos o livre arbítrio de decisão, que Deus concedeu ao homem, determinando que está unicamente no poder do homem de querer almejar as alturas ou as profundezas. Os executores de suas decisões são as Leis da Criação que, em realização de sua livre escolha, os conduz às Alturas Luminosas ou às trevas lúgubres.
Um pronunciamento de Karl May conduz nessa direção em seu livro “Pensamentos Celestiais”:
“Não zombes disso, pois é verdade: Teus pensamentos, palavras e ações são anotados no “Livro da Vida” por ninguém mais, além de ti mesmo.”
A determinação de conseguir a vida eterna ou a morte eterna não depende de Deus, mas somente do próprio homem. Ele é responsável por suas ações e pensamentos, que o levarão para as Alturas ou às profundezas. Deus manda apenas que as resoluções dos homens sejam executadas por Suas Leis.
Somente assim revela-se o eterno decreto de Deus (salmo 33,11), que se expressa
Do livro:
Se soubéssemos ... o significado mais profundo das coisas.


