18/04/09

Jeito de Mato

Jeito de Mato

Almir Sater

Composição: Paula Fernandes/ Maurício Santini

De onde é que vem esses olhos tão tristes? Vem da campina onde o sol se deita. Do regalo de terra que teu dorso ajeita. E dorme serena, no sereno e sonha. De onde é que salta essa voz tão risonha? Da chuva que teima, mas o céu rejeita. Do mato, do medo, da perda tristonha. Mas, que o sol resgata, arde e deleita. Há uma estrada de pedra que passa na fazenda. É teu destino, é tua senda.onde nasce com as canções. As tempestades do tempo que marcam tua história, Fogo que queima na memória e acende os corações. Sim, dos teus pés na terra nascem flores. A tua voz macia aplaca as dores E espalha cores vivas pelo ar. Sim, dos teus olhos saem cachoeiras. Sete lagoas, mel e brincadeiras. Espumas, ondas, águas do teu mar...



2 comentários:

Taiyo Omura disse...

o mato
percorre os cabelos
e acaria as perdas
da minha lembrança

enquanto isso teu poema
cruza os sete mares da
minha distância
e traz uma mensagem engarrafada:

quase nada
que tem tudo

Rosinha disse...

Linda musica....lindo blog