Determinação
Determinação é uma linha ininterrupta, uma coluna vertebral. É quando cada situação está ancorada a uma meta invisível que mantém tudo unido. Sem determinação, a vida torna-se dispersa. Com ela, as experiências agradáveis são mantidas e as desagradáveis, abandonadas.
Determinação faz você sentar-se ereto e amar tudo, porque tudo faz parte do movimento para frente. Dia e noite há o sentimento de que basta buscar e então poder tocar a essência de sabedoria que reside em cada momento. Você pode se concentrar naquilo, deixar que sua tenacidade busque aquilo e então a ação ocorre automaticamente como deveria: suavemente correta.
Debater-se com a vida a partir do exterior, tentando mudar o que é visível, é determinação invertida. Ela torna seu rosto áspero e inflexível e, embora possa trazer sucesso aparente, pode criar uma luta interna. Portanto, determinação não é tanto uma questão de ação, mas de tranqüilidade. Quando uma qualidade da mente – paz, felicidade, profundidade, pureza – pode permanecer firme e contínua através dos baques da vida, isso é determinação verdadeira. Tal estabilidade, mantida por um tempo, acabará penetrando na superfície da vida transformando-a. E a adversidade desaparecerá.
É preciso alimentar a determinação e nutrir as qualidades que você deseja ter. Como? Entendo-as, examinando-as, usando-as. Elas fazem parte da sua natureza, mas o inverno não foi tão longo que elas se esconderam no subsolo. Às vezes é preciso cavar para encontrá-las e trazê-las de volta à superfície. Daí a necessidade do silêncio.
O silêncio dá força para prosseguir, estabilidade para obter êxito, tranqüilidade para deslizar sobre dificuldades passadas sem notá-las. Se a determinação se rompe, é melhor parar por alguns momentos, ficar em silêncio e encontrar valor novamente. Caso contrário, o que você fizer será fraco. Sinta o pulsar da situação e apaixone-se pela tarefa.
In: Beleza interior: o livro das virtudes, Anthea Church.
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